Mãe de Adolescente!
O blog Mãe de Adolescente nasce para compartilhar com outras mães e pais a minha experiência, sou mãe de uma menina linda hoje com 15 anos, quando ela nasceu em 2003 pensei "Meu Deus! Como é frangiu! Como vou cuidar? É muito responsabilidade!
Bom, claro que bateu o desespero. Ela chorava no berço e eu no obro do meu marido, não sabia o que fazer. O tempo foi passando e aprendemos a interpretar choros, olhares, até os gemidos.
Agora aos 15 anos me dei conta que em breve ela vai pra faculdade, que susto! Como assim a minha filha vai para a faculdade? E se ela for estudar em outra cidade? E se...e se...se...muitos se´s...rsrsrsr.
Confesso que deu crise de ansiedade, então comecei a escrever, primeiro olhando pra mim como pessoa, profissional e mãe. Pensei na minha faculdade, nas minhas escolhas para a área profissional, relembrei as experiências boas e ruins. E agora? Como vou proteger a minha filha de tudo isso? Será que tem uma bolha ou mundo que eu possa colocar a minha filha? Verdade, vem essa ideia.
Comecei a pensar na carreira que ela escolherá, sempre falou que quer ser uma bióloga. Ufa! Foi aí que me dei conta que eu não gostaria que ela seguisse minha escolha profissional. Por que?
Porque não quero ela trancada dentro de um escritório 9h,10h por dia com chefes abusivos, passando tudo que passei.
E agora? Como faço para ajudar a minha filha a não ter o mesmo destino profissional que eu tive? Como não deixar a minha experiência negativa a afetar? É o que estou estudando para descobrir o que fazer com toda essa bagagem de forma a ajudar e não a atrapalhar minha filha na sua escolha profissional.
A área que ela escolheu, até aqui, tem muito a influência da profissão do pai, um ambientalista.
Então percebi que em todos esses anos ela nunca havia falado sobre mim enquanto profissional na escola, sempre era sobre o trabalho do pai. Puxa! Que injustiça, pensei.
Depois de muita reflexão, a melhor forma de exemplificar o que descobrir foi uma entrevista de um coaching ao Jô Soares (não me lembro o ano e nome dele, infelizmente), onde ele divertidamente falava sobre isso, desta forma.
"Um pai estava pensando o que havia feito de errado, por que o seu filha não queria trabalhar?
Fez uma auto avaliação e relembrou quando ele chegava em casa vindo do trabalho, todos os dias o seu filho o aguardava. Ele chegava e o filho perguntava de onde ela estava vindo, e ele respondia - Do inferno."
Como alguém vai querer trabalhar se a experiência vivenciada através do seu pai era um inferno = trabalho?
Então percebi que em todos esses anos foi assim que ela me via chegando do trabalho, destruída, cansada, exausta. Já o pai, agora sinto raiva, ele sempre chegava com um sorriso no rosto e pronto para brincar com ela. Não preciso falar mais nada, né!
Primeira lição: olhe para como você chega em casa depois do trabalho. Como o seu filho o vê chegando de lá? Me conta nos comentários ;-)
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